July 2010

Em Berlim. O Ricardo me motivou a fazer isto, uma coisa lúdica, de criança, chamei o amigo Michael Saup, fiz uma tendinha no lado do micro onibus de uma amiga e expusemos os produtos, erva, chocolate e fotografias, tudo ao redor da erva mate. Mas antes das fotos aqui vai a Raven se tatuando com o irmão Michael Saup.

Abaixo eu e o Raiz no primeiro stand do Fritz Mate no mercado de pulgas do
Mauerpark (evento mais legal dos domingos em Berlim)
Reparem no anúncio do BI OM ATE

A Kriadora de tudo isto....

O vendedor trabalhando:

Na foto aqui da Caayari da para ver o chimarrão e também as barras de chocolate com erva mate.

Aqui embaixo dá para ver o logo que o Galli fez para Fritz Mate:

E finalmente, quem é este replicante tomando nossa erva?

E aqui o ônibus para partir e voltar domingo que vem....

August 2009

Nomadic University on Bangalore's media

 
 

Junho em Torres
"O tempo não estava ensolarado, mas isto para nós, não fazia diferença. Havia um vento sul que era capaz de impulsionar meus sonhos para mais mirabolantes lugares.
Chegamos ofegantes e temerosos com que poderia acontecer naquela tarde. Eis a primeira surpresa: um corpo rígido, verticalizado, ora dançando, ora flutuando, brincando no ar. "Incrível, precisamos praticar isto também" comentei com meu amigo que observava admirado.
O dono do corpo sente nossa presença e volta num sobressalto. Seu corpo, horizontaliza, e nos recebe, como sempre, harmoniosamente. Nos oferece tapetes e pede para que nós repousemos nossos respectivos corpos.
Meu dorso no chão, já era grama, a grama realizava fotossíntese para mim. Anseios, medos, virtudes e fraquezas eram desconhecidos ali. Acontecia uma dança simbiótica entre eu, ar, tempo, dimensão."

Luiz Gustavo (LG)

 

July 2009

25 de julho - Performance about "Mate" on Druze Community, Lebanon
O povo adorou nossa erva mate do alemão e para o ano que vem na mesma data, 25 de julho, será comemorado o dia do mate com participação da Universidade Nômade e lançamento de um livro em árabe e inglês contando a história de como o chimarrão chegou lá.

The people loved our Fritz mate and want to commemorate the day of mate next year on the 25th of July and together with the Nomadic University compile a book about the origins of chimarrao and it's journey to the middle east.

19 de julho
Passando por Porto Alegre, a caminho de São Paulo - Líbano - Índia. No brique da Redenção, cantando com os Guarani.

16 de Julho - Entrevista no Jornal da Cidade em Torres

Universidade Nômade leva estudo sobre a erva mate ao outro lado do mundo

Quem nunca se perguntou sobre essa família que nos últimos meses anda pelas ruas da nossa cidade com roupas super coloridas e bicicletas enfeitadas. Depois de muitos comentários na cidade, o JC resolveu conversar com esses estrangeiros para tirar algumas duvidas que chegaram até nós, os boatos sobre eles eram muitos, alguns até criativos, por exemplo: "que eles eram Ripes fugitivos da Índia e que moravam em um acampamento no parque da Guarita, ou que a moça era uma Daliti, pegando uma carona com a novela das oito na Rede Globo. O povo realmente tem uma mente muito criativa.

JC: Gostaríamos de saber de onde vocês são?

Fabrício: Eu nasci no Alegrete aqui no Rio Grande do Sul, logo depois fui para Santa Maria para estudar, mais tarde resolvi ir embora para Alemanha onde trabalhei como executivo de marketing da Beiersdorf, e já faz algum tempo que fico viajando pelo mundo, para ser mais exato pela Ásia, entre a Índia e o Nepal, minha esposa nasceu na Índia e cresceu em Nova Yorque e meus filhos nasceram na Alemanha.

JC: Quando vocês chegaram em Torres e com o que vocês trabalham?

Fabrício: Chegamos no mês de março deste ano, eu e minha esposa participamos de um projeto que se chama Universidade Nômade. A idéia é aprender culturas diferentes e levá-las para outros lugares, porque nós vemos na forma de vida que as pessoas levam uma forma de educação, Nós viemos aqui aprender sobre a erva mate, de onde vem, como é preparada, estudamos ela intensivamente toda a história e suas lendas. Criamos uma peça de teatro em cima desse assunto e uma associação ATAC (Associação Torrense de Artes Cênicas), eu estou levando essa peça para o Líbano, pois eles também são adeptos desse costume.

JC: Porque vocês escolheram a cidade de Torres para fazer esse estudo?

Fabrício: O caso é que nós precisávamos vir para o Rio Grande do sul, para as crianças conhecerem nossa gente, fazer esse trabalho e minha mãe tem uma casa de veraneio que estava fechada aqui em Torres, eu e minha esposa conversamos e decidimos vir para cá, a casa é bem confortável para meus filhos, a cidade é pequena e tranqüila do jeito que nós gostamos e pela proximidade da praia também.

JC: O que vocês acharam da nossa cidade?

Fabrício: Meus locais preferidos são a Lagoa e a santinha do Morro do Farol, gosto das pessoas daqui, aqui tem muita gente interessante, e nós temos a oportunidade de aprender coisas muito boas aqui.

JC: Vocês foram bem acolhidos pela população de nossa cidade?

Fabrício: A minha esposa que é estrangeira ficou impressionada com o calor das pessoas, recebemos muitas visitas, as pessoas estão sempre dispostas a nos ajudar de qualquer forma.

JC: Então vocês ficam apenas alguns meses em cada lugar, onde será o próximo destino?

Fabrício: Estamos indo para o Líbano no final dessa semana, nos dias 25 e 26 desse mês temos apresentações já marcadas da peça de teatro da Nossa Senhora dos Ervais. São mais ou menos três dias de viajem. No dia 06 de agosto estaremos na Índia apresentando a mesma peça de teatro, juntamente com exposições de fotografias. Daqui alguns meses retornamos ao Brasil, mas para Salvador na Bahia. Temos planos de voltar para Torres no final desse ano para as festas de final de ano.

JC: O que chamou mais atenção nesse trabalho sobre erva mate?

Fabrício: pela erva mate ter uma tradição muito grande aqui no sul, uma tradição que passa de geração para geração, e por isso tudo ter dado inicio pelos índios e hoje nós termos conseguido transferido isso para o nosso dia a dia. E esse é o trabalho da universidade nômade, resgatar e aprender as culturas aborígenes ou nativas. O povo gaúcho tem uma forma alternativa de vida comparado com o mundo exterior, nós mostramos uma peculiaridade nossa que é muito saudável que faz bem, pensando num mundo de hoje que tem drogas e tantas coisas ruins, então é um ato que eu levo lá pra fora, e quando eu estou em outros países eu procuro coisas que eu possa trazer, essa é a universidade nômade, uma troca de informações globalizada culturais.

JC: Se a pessoa quiser fazer algum contato com vocês, como elas lhe acham?

Fabrício: Como nós trabalhamos em rede, nós já temos há algum tempo temos um site na internet http://www.rainbow-children.org/ onde as pessoas podem nos contactar e saber por onde nós andamos.

O JC conversou também com a pequena Raven de apenas cinco anos de idade que acompanha seus pais nessas viajens.

Segundo a pequena que quase não fala a língua portuguesa aqui na nossa cidade o que ela mais gostou foi de experimentar o churros de doce de leite (do Vô Gervásio) e da aula de natação com a Tia Bia. Adorou a praia apesar deles não terem pego os dias quentes de verão.

Perguntamos a ela sobre as andanças pelo mundo junto com sua família, ela lembrou-se de patinar no gelo em parques da Alemanha e outras aventuras, outra coisa que chamou atenção da pequena garotinha foi as aulas de capoeira. Perguntamos a ela se ela gostaria de ficar morando em Torres e parar de viajar, a menina sem pensar muito respondeu positivamente, segundo seu pai, essa é uma hipótese que não pode ser descartada "pois estamos criando bases", Torres tem grande possibilidade de se tornar a cidade escolhida para uma estadia mais longa.

May 2009

Having set up a temporary base in Torres, RIo Grande de Sul, Brasil. We are experimenting a life of rhythms and routines in this south brazilian setting.  From ballet, to yoga. to surfing, to capoeira, cycling and dancing for sunrises, there is a lot of emphasis on working with the body to still the mind and enliven the spirit.  Surrounded by the blessings of Cayaari, the godess of the Mate Tea, we use her energies to enhance our creativity while preparing a thesis for a masters, organising exhibitions and coming up with ways to give back to her by harvesting old-growth organic mate tea.

As always our children are the main focus as we continue to work at trying to provide them with a multi-cultural alternative education fit to the nomadic lifestyles they have been leading.  This isn't always easy and challenges us to set our standards higher and higher.

We are preparing to once again cross the globe Eastwards to India to connect an upcoming exhibition at the Brazilian Museum of Sculpture, Sao Paulo with Shanti One, Bangalore via TV Navegar